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Empresários estão propensos a
contratar
Presidente
Prudente, 20 de Agosto de 2011
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Pesquisa da Fecomercio mostra, entretanto,
descolamento na capacidade do empresário em
vislumbrar um futuro e investir para que ele se
concretize
Os
empresários do setor do comércio de bens e serviços
estão mais otimistas com relação às condições atuais
da economia e se mostram propensos a contratar. De
acordo com o Índice de Confiança do Empresário do
Comércio (ICEC), da Federação do Comércio de Bens,
Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio),
74,89% afirmam que pretendem aumentar o quadro de
funcionários, sendo que 9,88% dos empresários
pretende aumentar muito o total de trabalhadores em
suas empresas. Na comparação entre junho e julho, o
ICEC registrou alta de 4,2%, atingindo 124,3 pontos
em uma escala que varia de 0 a 200 e denota otimismo
quando acima dos 100.
A
Assessoria Técnica da Fecomercio afirma que os
empresários tendem a fazer uma avaliação do presente
mais baseada nos rendimentos de seus negócios do que
na economia como um todo e, por isso, a avaliação
deles permanece positiva mesmo após a notícia de que
o faturamento do comércio no primeiro semestre de
2011 registrou recuo de 0,3%. O bom resultado do
ICEC pode ser analisado como uma prévia do que foi o
comportamento do consumidor e o total das vendas em
julho. A percepção é ancorada pelo ótimo nível de
emprego e renda, que estão muito acima do patamar em
que se encontravam no mesmo período de 2010.
O
Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC),
componente do ICEC apontou elevação de 2,5%,
chegando aos 154,8 pontos, enquanto o Índice de
Investimento do Empresário do Comércio (IIEC) anotou
um crescimento de 4%, totalizando 108,9 pontos. O
resultado, segundo a Assessoria Técnica da
Fecomercio, demonstra um descolamento na capacidade
do empresário em vislumbrar um futuro e investir
para que ele se concretize.
Para os
próximos meses, a tendência é de que o ICEC não
apresente variações muito amplas, permanecendo
estável enquanto não houver uma mudança na política
de restrição de crédito adotada pelo governo que vem
limitando a capacidade de consumo das famílias.
*Com Fecomércio.
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